sábado, 6 de setembro de 2014

AVALIAÇÃO BIMESTRAL - 1º ano



Filosofia – VA – 3º Bim – I ano
1. (Uem 2013)  “Há já algum tempo dei-me conta de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões por verdadeiras e de que aquilo que depois eu fundei sobre princípios tão mal assegurados devia ser apenas muito duvidoso e incerto; de modo que era preciso tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões que recebera até então em minha crença e começar tudo novamente desde os fundamentos, se eu quisesse estabelecer alguma coisa de firme e de constante nas ciências.”
(DESCARTES, R. Meditações sobre a filosofia primeira. In: MARÇAL, J. Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED, 2009, p. 153).
A partir do texto citado, assinale o que for correto.
01) A verdadeira ciência ou conhecimento verdadeiro deve refutar toda e qualquer crença ou religião.   
02) O início do processo filosófico de descoberta da verdade começa com a instauração da dúvida.   
04) O espírito de investigação filosófica busca alicerces firmes, que não foram dados pelo modo como se adquiria o conhecimento até então.   
08) A dúvida sobre o conhecimento que se tem decorre das opiniões e dos saberes mal apreendidos na escola.   
16) Os alicerces firmes do conhecimento devem estar além das opiniões das autoridades acadêmicas.   
  
2. (Uem 2013)  “É de grande utilidade para o marinheiro saber a extensão de sua linha, embora não possa com ela sondar toda a profundidade do oceano. É conveniente que saiba que era suficientemente longa para alcançar o fundo dos lugares necessários para orientar sua viagem, e preveni-lo de esbarrar contra escolhos que podem destruí-lo. Não nos diz respeito conhecer todas as coisas, mas apenas aquelas que se referem à nossa conduta.”
(LOCKE, John. Ensaio sobre o entendimento humano. In: CHALITA, Gabriel. Vivendo a filosofia: ensino médio. 4.ª ed. São Paulo: Ática, 2011. p. 251).

Com base nessa citação em que John Locke considera os conhecimentos do marinheiro, é correto afirmar que
01) o entendimento humano é ilimitado.   
02) a profundidade do oceano é maior do que o instrumento de medida do marinheiro.   
04) a medida da linha não precisa ser maior do que o necessário para orientar a correta navegação do barco.   
08) a linha está orientada apenas em função da pesca.   
16) a experiência empírica não é válida.   
  
3. (Uem 2013)  “O pragmatismo opõe-se ao intelectualismo e a todas as formas de pensamento da totalidade, buscando dar atenção aos fatos observáveis e às suas consequências. É um método de esclarecimento das diferenças significativas entre ideias, que se assenta na antecipação das consequências futuras que essas ideias possam ter.”
(ARANHA, M. L.; MARTINS, M. H. P. Temas de filosofia. 3ª. ed. rev. São Paulo: Moderna, 2005, p. 118)

Com base no excerto citado e nos seus conhecimentos sobre o pragmatismo, assinale o que for correto.
01) Segundo o pragmatismo, o concretamente experienciável é indispensável para julgar a pertinência das ideias.   
02) O pragmatismo requer o conhecimento de verdades inatas.   
04) Princípios da teoria evolucionista, que considera a continuidade de um ser vivo ligada à capacidade de adaptação ao mundo, estão em conformidade com o pragmatismo.   
08) Ao criticar o intelectualismo, o pragmatismo pretende liberar a metafísica de conceitos vagos e dar lugar a uma filosofia purificada, científica e realista.   
16) Segundo o pragmatismo, o significado de uma ideia não é dado por si mesmo, mas em seu valor de uso e nas suas consequências.   
  
4. (Upe 2013)  Dentre os variados aspectos do pensamento humano, existe o pensamento mítico. Sobre essa forma de pensar, leia o texto a seguir:

Um mito diz respeito, sempre, a acontecimentos passados: antes da criação do mundo, ou durante os primeiros tempos, em todo o caso faz muito tempo. Mas o valor intrínseco atribuído ao mito provém de que estes acontecimentos, que decorrem supostamente em um momento do tempo, formam também uma estrutura permanente. Esta se relaciona simultaneamente ao passado, ao presente e ao futuro.
Lévi-Strauss, C. Antropologia Estrutural. Rio, 1975, p. 241

Com relação a essa forma do pensar humano, assinale com V as afirmativas Verdadeiras e com F as Falsas.

(  F  ) O mito é uma tentativa fracassada de explicação da realidade.

(  V  ) O ser humano encontrou, na consciência mítica, a base para organizar um conhecimento sobre a realidade.
(  V  ) O mito é recuperado no cotidiano do homem contemporâneo e se apresenta com uma abrangência diferente daquela que se fazia sentir no homem primitivo.
(  F  ) A única ideia verdadeira sobre mito faz-se presente no homem moderno, quando este deseja superar a própria impotência e se tornar um ser excepcional.
(  V  ) O mito é uma forma autônoma de pensamento, quando ligado à tarefa de esclarecer a existência humana no mundo.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
a) V, V, V, F, F   
b) F, V, V, F, V   
c) F, V, F, V, V   
d) V, F, F, F, V   
e) F, F, F, F, V   
  
5. (Uem 2013)  “A razão especulativa, porém, embora não possa conhecer o ser em si – abstrato, que não se oferece à experiência e aos sentidos –, pode pensá-lo e coloca problemas que só serão resolvidos no âmbito da razão prática, isto é, no campo da ação e da moral. Ou seja, embora Deus, a liberdade e a imortalidade não possam ser conhecidos (agnosticismo) por não terem uma matéria que se ofereça à experiência sensível, nem por isso têm sua existência negada.”
(ARANHA, M. L.; MARTINS, M. H. P. Temas de filosofia. 3ª. ed. rev. São Paulo: Moderna, 2005, p. 115)

Sobre o excerto citado, assinale o que for correto.
01) Razão especulativa e razão prática se ocupam dos mesmos objetos.   
02) Nem tudo o que existe pode ser matéria de conhecimento.   
04) A razão prática ocupa-se da moral.   
08) O conhecimento é da ordem do sensível.   
16) A razão prática se confunde com o agnosticismo.   
  
6. (Uem 2013)  Para o filósofo Karl Popper (1902-1994), “Um cientista, seja teórico ou experimental, formula enunciados ou sistemas de enunciados e verifica-os um a um. No campo das ciências empíricas, para particularizar, ele formula hipótese ou sistemas de teorias e submete-os a teste, confrontando-os com a experiência, através de recursos de observação e experimentação. A tarefa da lógica da pesquisa científica, ou da lógica do conhecimento, é, segundo penso, proporcionar uma análise lógica desse procedimento, ou seja, analisar o método das ciências empíricas” (POPPER, K. A lógica da pesquisa científica. São Paulo: Ed. Cultrix, 1972, p. 27). A partir do trecho citado, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) Observação e experimentação são procedimentos científicos teóricos.   
02) O cientista experimental deve comprovar suas teorias confrontando-as com a experiência.   
04) As hipóteses teóricas devem ser submetidas a teste para serem corroboradas.   
08) A comprovação científica de uma hipótese não se faz tão somente pela análise lógica dos procedimentos.   
16) A lógica do conhecimento dedica-se à análise dos sistemas de enunciados científicos.   
  
7. (Upe 2013)  O homem, em seu contexto de vida, depara-se com objetos, coisas, vegetais, animais. Pela sua razão e vontade, impõe-se e domina soberano. Cria instrumentos visando à sobrevivência e facilitando sua vida. Distingue-se, radicalmente, da realidade que o rodeia. Em seu horizonte de conhecimentos, estão as coisas com as quais não se confunde. Essa clara distinção lhe faz emergir a consciência de si, do seu ser, do seu poder, de sua liberdade.
GIRARDI, Leopoldo e QUADROS, Odone. Filosofia – Aprendendo a Pensar, 1998, p. 53.

Com relação a esse assunto, analise os itens a seguir:

I. O homem é um ser extraordinário, inteiramente original no mundo dos viventes, principalmente porque indaga sobre sua própria natureza e se coloca como objeto de discussão.
II. Nada se compara à natureza humana. O homem que somos parece a própria evidência e é, entretanto, a mais enigmática dentre as coisas.
III. Todos os homens têm, por natureza, desejo de conhecer. Na invenção e no uso de instrumentos, de sinais e símbolos de toda sorte, satisfazemos o desejo de conhecer, porque nos aproximamos do desconhecido no já conhecido.
IV. A ação humana sobre a natureza, impregnada pela intenção subjetiva, é a primeira forma de práxis dos homens e se configura originariamente como trabalho, ou seja, ação transformadora sobre a natureza para arrancar dela os meios da sobrevivência.
 
V. Por meio do trabalho e da prática social, os homens desenvolvem relações com a natureza e por intermédio da prática simbolizadora, pela qual criam e lidam com signos, desenvolvem relações no âmbito do mundo objetivo.

Estão CORRETOS, apenas,
a) II, III e IV.   
b) I, III e IV.   
c) II, III, IV e V.   
d) I, IV e V.   
e) I, II, III e IV.   
  
8. (Upe 2013)  Sobre o conhecimento filosófico, atente ao texto que se segue:

O conhecimento filosófico é, diversamente do conhecimento científico, um conhecimento crítico, no sentido de que põe sempre em problema o conhecimento obtido pelos processos da Ciência.
MARTINS, José Salgado. Preparação à Filosofia, 1969, p. 9.

Tomando como base o conhecimento filosófico, coloque V nas afirmativas verdadeiras e F nas falsas.

(  V ) A filosofia é um tipo de saber, que não diz tudo o que sabe e uma norma que não enuncia tudo aquilo que postula. O saber filosófico, portanto, é profundo, mesmo quando parece mais claro e transparente.
(  V ) A filosofia deve ser estudada e ensinada com base nos problemas que suscita e não apenas em virtude das respostas que proporciona a esses mesmos problemas.
(  V ) A filosofia se faz presente como reflexão crítica a respeito dos fundamentos do conhecimento e da ação, por isso mesmo distinta da ciência pelo modo de abordagem do seu objeto que, no caso desta, é particular e, no caso da filosofia, é universal.
(  V ) O percurso da filosofia é caracterizado pela exigência de clareza e de livre crítica.
(  V ) O conhecimento filosófico apresenta-se como a ciência dos fundamentos. Sua dimensão de profundidade e radicalidade o distingue do conhecimento científico.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
a) V, F, V, F, V   
b) F, V, F, V, V   
c) V, V, F, F, V   
d) V, V, V, V, V   
e) F, V, F, V, F   
  
9. (Uem 2012)  “Na época do assim chamado grande racionalismo (séc. XVII), ocorre uma proliferação de filosofias que pode ser vista como sintoma de um descompasso entre o evidente aumento do poder explicativo da ciência moderna e o anseio da filosofia em desvendar os fundamentos últimos dos processos que tornam possível o conhecimento e, por conseguinte, este progresso. É exemplar, nesse sentido, a grande quantidade de sofisticadas respostas à questão tida por todos como fundamental neste momento: como se dá a relação entre matéria e espírito? Apesar de possuírem naturezas evidentemente distintas estas duas realidades devem poder-se comunicar, caso contrário não haveria passagem possível da percepção das coisas materiais para a enunciação de discursos científicos sobre a realidade e nem desta para a produção das tecnologias que a transforma e domina.”
(MARÇAL, J. (Org.) Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED-PR, 2009, p. 102.)

Segundo esse texto, assinale o que for correto.
01) O grande racionalismo é uma forma de debate epistemológico que discute as teses do materialismo histórico e do espiritualismo de Bergson.   
02) A modernidade trouxe ao cenário filosófico a correlação sujeito/objeto, a partir da qual aparece o problema da representação do mundo para o racionalismo, isto é, das relações das ideias com as coisas e das ideias entre si.   
04) A dualidade entre matéria e espírito está associada a um debate metafísico sobre a constituição do conhecimento, isto é, a enunciação da realidade passa, no século XVII, pela equação que responde à relação entre matéria e espírito.   
08) O debate em torno do grande racionalismo decorre de uma teoria positivista, a partir da qual o conhecimento científico recebe o papel de elucidar a relação entre matéria e espírito.   
16) O propósito do grande racionalismo não é perguntar como é possível o conhecimento racional do mundo, mas permanecer em sua contingência fática, onde nada é estável e seguro.   
10. (Uem 2012)  Afirma o filósofo Galileu Galilei (1564-1642):
“A Filosofia encontra-se escrita neste grande livro que continuamente se abre perante nossos olhos (isto é, o Universo), que não se pode compreender antes de entender a língua e conhecer os caracteres com os quais
está escrito. Ele está escrito em língua matemática, os caracteres são triângulos, circunferências e outras figuras geométricas, sem cujos meios é impossível entender humanamente as palavras: sem eles nós vagamos perdidos dentro de um obscuro labirinto”.
 (GALILEI, Galileu. O ensaiador. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 119 – Coleção Os pensadores).

Segundo esse fragmento, é correto afirmar:
01) Conhecer algo natural implica poder traduzir as informações em conceitos matemáticos.   
02) A matemática restringe-se ao estudo do Universo.   
04) A matemática é uma língua não escrita.   
08) A filosofia é o primeiro momento da investigação, que precede a matemática.   
16) O estudo da filosofia identifica-se com o estudo da natureza.
  
11. (Ufsj 2012)  Para George Berkeley, a expressão “ser é perceber e ser percebido” significava que
a) a realidade é uma relação entre todo ser existente, medida e consentida.   
b) a existência da matéria é e não pode não-ser; ela não se vincula ao estatuto da mente.   
c) a percepção que temos do mundo não passa necessariamente pelo crivo da razão, mas, sim, pela autenticação do real por si mesmo.   
d) toda a realidade depende da ideia que fazemos das coisas.
e) todas afirmativas são corretas.
  
12. (Ufu 2012)  O texto abaixo comenta a correlação entre ideias e impressões em David Hume.

Em contrapartida, vemos que qualquer impressão, da mente ou do corpo, é constantemente seguida por uma ideia que a ela se assemelha, e da qual difere apenas nos graus de força e vividez. A conjunção constante de nossas percepções semelhantes é uma prova convincente de que umas são as causas das outras; [...].

HUME, D. Tratado da natureza humana. São Paulo: Editora da Unesp/Imprensa Oficial do Estado, 2001. p. 29.

Assinale a alternativa que, de acordo com Hume, indica corretamente o modo como a mente adquire as percepções denominadas ideias.
a) Todas as nossas ideias são formas a priori da mente e, mediante essas ideias, organizamos as respectivas impressões na experiência.   
b) Todas as nossas ideias advêm das nossas experiências e são cópias das nossas impressões, as quais sempre antecedem nossas ideias.   
c) Todas as nossas ideias são cópias de percepções inteligíveis, que adquirimos através de uma experiência metafísica, que transcende toda a realidade empírica.   
d) Todas as nossas ideias já existem de forma inata, e são apenas preenchidas pelas impressões, no momento em que temos algum contato com a experiência.
e) Todas afirmativas são corretas.
  
13. (Uem-pas 2012)  Em Investigação acerca do Entendimento Humano, o filósofo escocês David Hume (1711-1776) afirma que nosso pensamento “está realmente confinado dentro de limites muito reduzidos e que todo poder criador do espírito não ultrapassa a faculdade de combinar, de transpor, aumentar ou de diminuir os materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência” (Hume. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2004, p. 36). Com a descrição “materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência”, Hume refere-se a nossas percepções. Estas são, para ele, de dois tipos: as impressões, percepções primeiras, originadas por meio dos sentidos; e as ideias, percepções derivadas, cópias das impressões. A respeito do pensamento de Hume, assinale o que for correto.
01) Há, em nosso pensamento, percepções cuja origem não remonta, em última instância, àquilo que é origem de nossas impressões.   
02) Hume defende que as relações entre as ideias, como a relação de causalidade, não podem ser observadas. Por isso, não há coisas externas ao pensamento que correspondam a tais relações.   
04) A capacidade humana de imaginar, embora produza objetos que não existem no mundo, requer a capacidade de ter percepções.
08) Segundo Hume, pensamentos sobre seres fictícios, como sereias e mulas-sem-cabeça, são inatos.   
16) O hábito, sendo para Hume uma capacidade do espírito humano de associar ideias, é uma fonte de percepções.   
14. (Unioeste 2012)  “Em todos os juízos em que for pensada a relação de um sujeito com o predicado (se considero apenas os juízos afirmativos (…), essa relação é possível de dois modos. Ou o predicado B pertence ao sujeito A como algo contido (ocultamente) nesse conceito A, ou B jaz completamente fora do conceito A, embora esteja em conexão com o mesmo”. (Kant.).

Considerando o texto acima e a teoria do conhecimento de Kant, é incorreto afirmar que

está escrito. Ele está escrito em língua matemática, os caracteres são triângulos, circunferências e outras figuras geométricas, sem cujos meios é impossível entender humanamente as palavras: sem eles nós vagamos perdidos dentro de um obscuro labirinto”.
 (GALILEI, Galileu. O ensaiador. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 119 – Coleção Os pensadores).

Segundo esse fragmento, é correto afirmar:
01) Conhecer algo natural implica poder traduzir as informações em conceitos matemáticos.   
02) A matemática restringe-se ao estudo do Universo.   
04) A matemática é uma língua não escrita.   
08) A filosofia é o primeiro momento da investigação, que precede a matemática.   
16) O estudo da filosofia identifica-se com o estudo da natureza.
  
11. (Ufsj 2012)  Para George Berkeley, a expressão “ser é perceber e ser percebido” significava que
a) a realidade é uma relação entre todo ser existente, medida e consentida.   
b) a existência da matéria é e não pode não-ser; ela não se vincula ao estatuto da mente.   
c) a percepção que temos do mundo não passa necessariamente pelo crivo da razão, mas, sim, pela autenticação do real por si mesmo.   
d) toda a realidade depende da ideia que fazemos das coisas.
e) todas afirmativas são corretas.
  
12. (Ufu 2012)  O texto abaixo comenta a correlação entre ideias e impressões em David Hume.

Em contrapartida, vemos que qualquer impressão, da mente ou do corpo, é constantemente seguida por uma ideia que a ela se assemelha, e da qual difere apenas nos graus de força e vividez. A conjunção constante de nossas percepções semelhantes é uma prova convincente de que umas são as causas das outras; [...].

HUME, D. Tratado da natureza humana. São Paulo: Editora da Unesp/Imprensa Oficial do Estado, 2001. p. 29.

Assinale a alternativa que, de acordo com Hume, indica corretamente o modo como a mente adquire as percepções denominadas ideias.
a) Todas as nossas ideias são formas a priori da mente e, mediante essas ideias, organizamos as respectivas impressões na experiência.   
b) Todas as nossas ideias advêm das nossas experiências e são cópias das nossas impressões, as quais sempre antecedem nossas ideias.   
c) Todas as nossas ideias são cópias de percepções inteligíveis, que adquirimos através de uma experiência metafísica, que transcende toda a realidade empírica.   
d) Todas as nossas ideias já existem de forma inata, e são apenas preenchidas pelas impressões, no momento em que temos algum contato com a experiência.
e) Todas afirmativas são corretas.
  
13. (Uem-pas 2012)  Em Investigação acerca do Entendimento Humano, o filósofo escocês David Hume (1711-1776) afirma que nosso pensamento “está realmente confinado dentro de limites muito reduzidos e que todo poder criador do espírito não ultrapassa a faculdade de combinar, de transpor, aumentar ou de diminuir os materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência” (Hume. Coleção Os Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2004, p. 36). Com a descrição “materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência”, Hume refere-se a nossas percepções. Estas são, para ele, de dois tipos: as impressões, percepções primeiras, originadas por meio dos sentidos; e as ideias, percepções derivadas, cópias das impressões. A respeito do pensamento de Hume, assinale o que for correto.
01) Há, em nosso pensamento, percepções cuja origem não remonta, em última instância, àquilo que é origem de nossas impressões.   
02) Hume defende que as relações entre as ideias, como a relação de causalidade, não podem ser observadas. Por isso, não há coisas externas ao pensamento que correspondam a tais relações.   
04) A capacidade humana de imaginar, embora produza objetos que não existem no mundo, requer a capacidade de ter percepções.
08) Segundo Hume, pensamentos sobre seres fictícios, como sereias e mulas-sem-cabeça, são inatos.   
16) O hábito, sendo para Hume uma capacidade do espírito humano de associar ideias, é uma fonte de percepções.   
14. (Unioeste 2012)  “Em todos os juízos em que for pensada a relação de um sujeito com o predicado (se considero apenas os juízos afirmativos (…), essa relação é possível de dois modos. Ou o predicado B pertence ao sujeito A como algo contido (ocultamente) nesse conceito A, ou B jaz completamente fora do conceito A, embora esteja em conexão com o mesmo”. (Kant.).

Considerando o texto acima e a teoria do conhecimento de Kant, é incorreto afirmar que 

a) os juízos sintéticos a posteriori são os mais importantes para a teoria do conhecimento de Kant, pois são contingentes e particulares, estando ligados a casos empíricos singulares.   
b) Kant denomina o primeiro modo de relacionar sujeito e predicado de juízo analítico e o segundo, de juízo sintético.   
c) o problema do conhecimento para Kant envolve responder “como são possíveis os juízos sintéticos a priori?”.   
d) os juízos analíticos, embora universais e necessários, não fazem progredir o conhecimento, pois são tautológicos.   
e) o juízo “Todos os corpos são extensos” é analítico, pois não há como pensar o conceito de corpo sem o conceito de extensão.   

15. (Ufu 2012)  O botão desaparece no desabrochar da flor, e poderia dizer-se que a flor o refuta; do mesmo modo que o fruto faz a flor parecer um falso ser-aí da planta, pondo-se como sua verdade em lugar da flor: essas formas não só se distinguem, mas também se repelem como incompatíveis entre si [...].
HEGEL, G.W.F. Fenomenologia do Espírito. Petrópolis: Vozes, 1988.

Com base em seus conhecimentos e na leitura do texto acima, assinale a alternativa correta segundo a filosofia de Hegel.
a) A essência do real é a contradição sem interrupção ou o choque permanente dos contrários.   
b) As contradições são momentos da unidade orgânica, na qual, longe de se contradizerem, todos são igualmente necessários.   
c) O universo social é o dos conflitos e das guerras sem fim, não havendo, por isso, a possibilidade de uma vida ética.   
d) Hegel combateu a concepção cristã da história ao destituí-la de qualquer finalidade benevolente.
  
16. (Uem 2012)  “A partir do século XVIII, filósofos, como Kant, estabeleceram uma diferença essencial entre natureza e ser humano: o reino da natureza é regido por leis necessárias de causa e efeito, é determinado, ao passo que o reino humano, ou da cultura, é dotado de liberdade e razão.”
(ARANHA, M. L.; MARTINS, M. P. Temas de filosofia. 3.ª ed. rev. São Paulo: Moderna, 2005, p. 20).

Sobre as diferenças entre cultura e natureza, assinale o que for correto.
01) A cultura, mesmo quando apresenta a capacidade humana de proibir e repreender, não exime o homem de modificar-se em direção ao que não é. Esse fenômeno é chamado de transgressão.   
02) Apesar de utilizar a linguagem simbólica e o trabalho para criar uma “segunda natureza”, o homem apenas se distingue dos animais a partir da racionalidade técnica, que introduziu a internet e o computador.   
04) O instinto é que garante, ao reino animal, reações harmônicas com a natureza e com a própria espécie. No homem essas reações podem ser desempenhadas sobretudo pela inteligência.   
08) A crença no destino, ou na predestinação divina, tal como aparece na cultura grega, particularmente na tragédia, constitui uma negação do exercício da liberdade.   
16) Entre a multiplicidade de conceitos que definem o que é o homem, apenas a definição de Aristóteles sobrevive ao logo do tempo, ao definir o homem como “animal político”.   
  
17. (Uem 2012)  Segundo a lógica clássica ou aristotélica, temos uma teoria do raciocínio como inferência (do latim inferre, “levar para”). “Inferir é obter uma proposição como conclusão de uma outra ou de várias outras proposições que a antecedem e são sua explicação ou sua causa. O raciocínio realiza inferências. [Ele] é uma operação do pensamento realizada por meio de juízos e enunciada por meio de proposições encadeadas, formando um silogismo. Raciocínio e silogismo são operações mediatas de conhecimento, pois a inferência significa que só conhecemos alguma coisa (a conclusão) por meio de outras coisas.”
(CHAUÍ, M. Convite à filosofia. 14.ª ed. São Paulo: Ática, 2011, p. 141).

Segundo o fragmento transcrito, é correto afirmar que
01) todo pensamento humano é um raciocínio.   
02) o silogismo é resultado de uma inferência sobre proposições.   
04) o conhecimento científico é mediado por raciocínios lógicos.   
08) a conclusão é a explicação das proposições das quais foi inferida.   
16) o raciocínio é o resultado de um silogismo.   
18. (Uem-pas 2012)  Parte do prestígio de que goza a ciência nos dias atuais explica-se pelo método de investigação do qual ela lança mão. Explorando aspectos desse método, um filósofo da ciência contemporânea afirma: “o preceito de que os dados devem ser reunidos sem a guia de uma hipótese preliminar sobre as conexões entre os fatos em estudo é autodestruidor e, certamente, não é seguido na investigação científica. Ao contrário, é necessário tentar hipóteses que deem uma direção à investigação científica. Essas hipóteses é que determinam, entre outras coisas, quais dados devem ser coligidos a um certo momento da investigação” (HEMPEL, C. G. Filosofia da Ciência Natural. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1974, p. 25). Com base nas teses defendidas no texto acima e no método de investigação da ciência, assinale o que for correto.
01) Um dado ou fato pode ser considerado relevante para solucionar um problema sob a análise de certa hipótese, mas irrelevante sob a análise de uma hipótese diferente.   
02) O raciocínio indutivo, a partir de dados e fatos, constitui um procedimento eficiente para a elaboração de hipóteses e teorias científicas.   
04) A ocorrência de certos dados ou fatos é inferida a partir de uma hipótese ou teoria que é proposta por meio do raciocínio dedutivo.   
08) Embora exija do cientista domínio e familiaridade com o problema investigado, a criação de uma nova hipótese requer considerável grau de inventividade.   
16) Uma hipótese que pode ser testada por experimentos e experiências diversificados tem igual grau de aceitabilidade de uma hipótese testada por experimentos e experiências mais restritos.   
 

19. (Uem 2012)  “Quando não há problemas, não pensamos, só usufruímos. Lembra-se da afirmação de Fernando Pessoa? [Pensar é estar doente dos olhos.] Se nossos olhos são bons, nem sequer nos lembramos disso: gastamos nossas energias usufruindo o que vemos. Não nos lembramos de sapatos confortáveis, mas eles se tornam o centro de nossa atenção quando apertam um calo. Pensamos quando nossa ação foi interrompida. O pensamento é, em seu momento inicial, uma tomada de consciência de que a ação foi interrompida: este é o problema. Tudo o que se segue tem por objetivo a resolução do problema, para que a ação continue como antes”
(ALVES, Rubens. Filosofia da ciência. São Paulo: Loyola, 2000, p.34).

Sobre essa reflexão, assinale o que for correto. 
01) Segundo o texto, o pensamento é uma prática intelectual que requer a saúde do corpo: não pensamos quando estamos inquietos ou precisando de algo.   
02) O movimento esquemático proposto pelo texto é: a) repouso; b) problema; c) pensamento; d) repouso.   
04) A frase “pensamos quando nossa ação foi interrompida”, no texto, significa que a ação de pensar está proibida e distorcida por obstáculos e impedimentos à prática do pensamento.   
08) Segundo o texto, todo o pensamento visa a resolver um problema.   
16) Segundo o texto, o pensamento é uma reação espontânea contra a preguiça e o descompromisso diante da vida.   
  
20. (Uncisal 2011)  No período moderno, emergiu uma escola filosófica que pôs em questão as concepções inatistas e metafísicas de conhecimento. Para os filósofos partidários dessa escola, o conhecimento é sempre decorrente da experiência, jamais podendo existir ideias inatas. O nome dessa corrente filosófica, bem como o nome de um de seus filósofos representativos são, respectivamente:
a) inatismo; Descartes.   
b) idealismo; Kant.   
c) escolástica; Santo Agostinho.   
d) empirismo; Locke.   
e) metafísica; Platão.   

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