Filosofia
– VA – 3º Bim – I ano
1.
(Uem 2013) “Há já algum tempo dei-me
conta de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões por
verdadeiras e de que aquilo que depois eu fundei sobre princípios tão mal
assegurados devia ser apenas muito duvidoso e incerto; de modo que era preciso
tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões que
recebera até então em minha crença e começar tudo novamente desde os
fundamentos, se eu quisesse estabelecer alguma coisa de firme e de constante
nas ciências.”
(DESCARTES, R.
Meditações sobre a filosofia primeira. In: MARÇAL, J. Antologia de textos
filosóficos. Curitiba: SEED, 2009, p. 153).
A partir do texto citado, assinale o que for
correto.
01) A verdadeira ciência ou
conhecimento verdadeiro deve refutar toda e qualquer crença ou religião.
02) O início do
processo filosófico de descoberta da verdade começa com a instauração da
dúvida.
04) O espírito de
investigação filosófica busca alicerces firmes, que não foram dados pelo modo
como se adquiria o conhecimento até então.
08) A dúvida sobre o
conhecimento que se tem decorre das opiniões e dos saberes mal apreendidos na
escola.
16) Os alicerces
firmes do conhecimento devem estar além das opiniões das autoridades acadêmicas.
2.
(Uem 2013) “É de grande utilidade para
o marinheiro saber a extensão de sua linha, embora não possa com ela sondar
toda a profundidade do oceano. É conveniente que saiba que era suficientemente
longa para alcançar o fundo dos lugares necessários para orientar sua viagem, e
preveni-lo de esbarrar contra escolhos que podem destruí-lo. Não nos diz
respeito conhecer todas as coisas, mas apenas aquelas que se referem à nossa
conduta.”
(LOCKE, John.
Ensaio sobre o entendimento humano. In: CHALITA, Gabriel. Vivendo a
filosofia: ensino médio. 4.ª ed. São Paulo: Ática, 2011. p. 251).
Com base nessa citação em que John Locke
considera os conhecimentos do marinheiro, é correto afirmar que
01) o entendimento humano é
ilimitado.
02) a profundidade do
oceano é maior do que o instrumento de medida do marinheiro.
04) a medida da linha
não precisa ser maior do que o necessário para orientar a correta navegação do
barco.
08) a linha está orientada
apenas em função da pesca.
16) a experiência empírica não
é válida.
3.
(Uem 2013) “O pragmatismo opõe-se ao
intelectualismo e a todas as formas de pensamento da totalidade, buscando dar
atenção aos fatos observáveis e às suas consequências. É um método de
esclarecimento das diferenças significativas entre ideias, que se assenta na
antecipação das consequências futuras que essas ideias possam ter.”
(ARANHA, M. L.;
MARTINS, M. H. P. Temas de filosofia. 3ª. ed. rev. São Paulo: Moderna,
2005, p. 118)
Com base no excerto citado e nos seus
conhecimentos sobre o pragmatismo, assinale o que for correto.
01) Segundo o
pragmatismo, o concretamente experienciável é indispensável para julgar a
pertinência das ideias.
02) O pragmatismo requer o
conhecimento de verdades inatas.
04) Princípios da
teoria evolucionista, que considera a continuidade de um ser vivo ligada à
capacidade de adaptação ao mundo, estão em conformidade com o pragmatismo.
08) Ao criticar o
intelectualismo, o pragmatismo pretende liberar a metafísica de conceitos vagos
e dar lugar a uma filosofia purificada, científica e realista.
16) Segundo o
pragmatismo, o significado de uma ideia não é dado por si mesmo, mas em seu
valor de uso e
nas suas consequências.
4.
(Upe 2013) Dentre
os variados aspectos do pensamento humano, existe o pensamento mítico. Sobre
essa forma de pensar, leia o texto a seguir:
Um mito diz respeito, sempre, a
acontecimentos passados: antes da criação do mundo, ou durante os primeiros
tempos, em todo o caso faz muito tempo. Mas o valor intrínseco atribuído ao
mito provém de que estes acontecimentos, que decorrem supostamente em um
momento do tempo, formam também uma estrutura permanente. Esta se relaciona
simultaneamente ao passado, ao presente e ao futuro.
Lévi-Strauss,
C. Antropologia Estrutural. Rio, 1975, p. 241
Com relação a essa forma do pensar humano,
assinale com V as afirmativas Verdadeiras e com F as Falsas.
( F ) O mito é uma tentativa fracassada de
explicação da realidade.
( V ) O ser humano encontrou, na consciência
mítica, a base para organizar um conhecimento sobre a realidade.
( V ) O mito é recuperado no cotidiano do homem
contemporâneo e se apresenta com uma abrangência diferente daquela que se fazia
sentir no homem primitivo.
( F ) A única ideia verdadeira sobre mito faz-se
presente no homem moderno, quando este deseja superar a própria impotência e se
tornar um ser excepcional.
( V ) O mito é uma forma autônoma de pensamento,
quando ligado à tarefa de esclarecer a existência humana no mundo.
Assinale a alternativa que apresenta a
sequência CORRETA.
a) V, V, V, F, F
b) F, V, V, F, V
c) F, V, F, V, V
d) V, F, F, F, V
e) F, F, F, F, V
5.
(Uem 2013) “A razão especulativa,
porém, embora não possa conhecer o ser em si – abstrato, que não se oferece à
experiência e aos sentidos –, pode pensá-lo e coloca problemas que só serão
resolvidos no âmbito da razão prática, isto é, no campo da ação e da moral. Ou
seja, embora Deus, a liberdade e a imortalidade não possam ser conhecidos
(agnosticismo) por não terem uma matéria que se ofereça à experiência sensível,
nem por isso têm sua existência negada.”
(ARANHA, M. L.;
MARTINS, M. H. P. Temas de filosofia. 3ª. ed. rev. São Paulo: Moderna,
2005, p. 115)
Sobre o excerto citado, assinale o que for correto.
01) Razão especulativa e razão
prática se ocupam dos mesmos objetos.
02) Nem tudo o que
existe pode ser matéria de conhecimento.
04) A razão prática
ocupa-se da moral.
08) O conhecimento é
da ordem do sensível.
16) A razão prática se confunde
com o agnosticismo.
6.
(Uem 2013) Para o filósofo Karl Popper
(1902-1994), “Um cientista, seja teórico ou experimental, formula enunciados ou
sistemas de enunciados e verifica-os um a um. No campo das ciências empíricas,
para particularizar, ele formula hipótese ou sistemas de teorias e submete-os a
teste, confrontando-os com a experiência, através de recursos de observação e
experimentação. A tarefa da lógica da pesquisa científica, ou da lógica do
conhecimento, é, segundo penso, proporcionar uma análise lógica desse procedimento,
ou seja, analisar o método das ciências empíricas” (POPPER, K. A lógica da
pesquisa científica. São Paulo: Ed. Cultrix, 1972, p. 27). A partir do
trecho citado, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).
01) Observação e experimentação
são procedimentos científicos teóricos.
02) O cientista
experimental deve comprovar suas teorias confrontando-as com a experiência.
04) As hipóteses
teóricas devem ser submetidas a teste para serem corroboradas.
08) A comprovação
científica de uma hipótese não se faz tão somente pela análise lógica dos
procedimentos.
16) A lógica do
conhecimento dedica-se à análise dos sistemas de enunciados científicos.
7.
(Upe 2013) O
homem, em seu contexto de vida, depara-se com objetos, coisas, vegetais,
animais. Pela sua razão e vontade, impõe-se e domina soberano. Cria
instrumentos visando à sobrevivência e facilitando sua vida. Distingue-se,
radicalmente, da realidade que o rodeia. Em seu horizonte de conhecimentos,
estão as coisas com as quais não se confunde. Essa clara distinção lhe faz
emergir a consciência de si, do seu ser, do seu poder, de sua liberdade.
GIRARDI,
Leopoldo e QUADROS, Odone. Filosofia – Aprendendo a Pensar, 1998, p. 53.
Com relação a esse assunto, analise os itens
a seguir:
I. O homem é um ser extraordinário,
inteiramente original no mundo dos viventes, principalmente porque indaga sobre
sua própria natureza e se coloca como objeto de discussão.
II. Nada se compara à natureza
humana. O homem que somos parece a própria evidência e é, entretanto, a mais
enigmática dentre as coisas.
III. Todos os homens têm, por natureza,
desejo de conhecer. Na invenção e no uso de instrumentos, de sinais e símbolos
de toda sorte, satisfazemos o desejo de conhecer, porque nos aproximamos do
desconhecido no já conhecido.
IV. A ação humana sobre a natureza,
impregnada pela intenção subjetiva, é a primeira forma de práxis dos homens e
se configura originariamente como trabalho, ou seja, ação transformadora sobre
a natureza para arrancar dela os meios da sobrevivência.
V. Por meio do trabalho e da prática social,
os homens desenvolvem relações com a natureza e por intermédio da prática
simbolizadora, pela qual criam e lidam com signos, desenvolvem relações no
âmbito do mundo objetivo.
Estão CORRETOS, apenas,
a) II, III e IV.
b) I, III e IV.
c) II, III, IV e V.
d) I, IV e V.
e) I, II, III e IV.
8.
(Upe 2013) Sobre
o conhecimento filosófico, atente ao texto que se segue:
O conhecimento filosófico é, diversamente do
conhecimento científico, um conhecimento crítico, no sentido de que põe sempre
em problema o conhecimento obtido pelos processos da Ciência.
MARTINS, José
Salgado. Preparação à Filosofia, 1969, p. 9.
Tomando como base o conhecimento filosófico,
coloque V nas afirmativas verdadeiras e F nas falsas.
( V ) A
filosofia é um tipo de saber, que não diz tudo o que sabe e uma norma que não
enuncia tudo aquilo que postula. O saber filosófico, portanto, é profundo,
mesmo quando parece mais claro e transparente.
( V ) A
filosofia deve ser estudada e ensinada com base nos problemas que suscita e não
apenas em virtude das respostas que proporciona a esses mesmos problemas.
( V ) A
filosofia se faz presente como reflexão crítica a respeito dos fundamentos do
conhecimento e da ação, por isso mesmo distinta da ciência pelo modo de
abordagem do seu objeto que, no caso desta, é particular e, no caso da
filosofia, é universal.
( V ) O
percurso da filosofia é caracterizado pela exigência de clareza e de livre
crítica.
( V ) O
conhecimento filosófico apresenta-se como a ciência dos fundamentos. Sua
dimensão de profundidade e radicalidade o distingue do conhecimento científico.
Assinale a alternativa que apresenta a
sequência CORRETA.
a) V, F, V, F, V
b) F, V, F, V, V
c) V, V, F, F, V
d) V, V, V, V, V
e) F, V, F, V, F
9.
(Uem 2012) “Na época do assim chamado grande
racionalismo (séc. XVII), ocorre uma proliferação de filosofias que pode
ser vista como sintoma de um descompasso entre o evidente aumento do poder
explicativo da ciência moderna e o anseio da filosofia em desvendar os
fundamentos últimos dos processos que tornam possível o conhecimento e, por
conseguinte, este progresso. É exemplar, nesse sentido, a grande quantidade de
sofisticadas respostas à questão tida por todos como fundamental neste momento:
como se dá a relação entre matéria e espírito? Apesar de possuírem naturezas
evidentemente distintas estas duas realidades devem poder-se comunicar, caso
contrário não haveria passagem possível da percepção das coisas materiais para
a enunciação de discursos científicos sobre a realidade e nem desta para a
produção das tecnologias que a transforma e domina.”
(MARÇAL, J.
(Org.) Antologia de textos filosóficos. Curitiba: SEED-PR, 2009, p.
102.)
Segundo esse texto, assinale o que for correto.
01) O grande racionalismo é
uma forma de debate epistemológico que discute as teses do materialismo
histórico e do espiritualismo de Bergson.
02) A modernidade
trouxe ao cenário filosófico a correlação sujeito/objeto, a partir da qual
aparece o problema da representação do mundo para o racionalismo, isto é, das
relações das ideias com as coisas e das ideias entre si.
04) A dualidade entre
matéria e espírito está associada a um debate metafísico sobre a constituição
do conhecimento, isto é, a enunciação da realidade passa, no século XVII, pela
equação que responde à relação entre matéria e espírito.
08) O debate em torno do grande
racionalismo decorre de uma teoria positivista, a partir da qual o
conhecimento científico recebe o papel de elucidar a relação entre matéria e
espírito.
16) O propósito do grande
racionalismo não é perguntar como é possível o conhecimento racional do
mundo, mas permanecer em sua contingência fática, onde nada é estável e seguro.
10.
(Uem 2012) Afirma o filósofo Galileu
Galilei (1564-1642):
“A Filosofia encontra-se escrita neste grande livro
que continuamente se abre perante nossos olhos (isto é, o Universo), que não se
pode compreender antes de entender a língua e conhecer os caracteres com os
quais
está escrito. Ele está escrito em língua
matemática, os caracteres são triângulos, circunferências e outras figuras
geométricas, sem cujos meios é impossível entender humanamente as palavras: sem
eles nós vagamos perdidos dentro de um obscuro labirinto”.
(GALILEI, Galileu. O ensaiador. São
Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 119 – Coleção Os pensadores).
Segundo esse fragmento, é correto afirmar:
01) Conhecer algo
natural implica poder traduzir as informações em conceitos matemáticos.
02) A matemática restringe-se
ao estudo do Universo.
04) A matemática é uma língua
não escrita.
08) A filosofia é o primeiro
momento da investigação, que precede a matemática.
16) O estudo da
filosofia identifica-se com o estudo da natureza.
11.
(Ufsj 2012) Para George Berkeley, a
expressão “ser é perceber e ser percebido” significava que
a) a realidade é uma relação
entre todo ser existente, medida e consentida.
b) a existência da matéria é e
não pode não-ser; ela não se vincula ao estatuto da mente.
c) a percepção que temos do
mundo não passa necessariamente pelo crivo da razão, mas, sim, pela
autenticação do real por si mesmo.
d) toda a realidade
depende da ideia que fazemos das coisas.
e)
todas afirmativas são corretas.
12.
(Ufu 2012) O texto abaixo comenta a
correlação entre ideias e impressões em David Hume.
Em contrapartida, vemos que qualquer
impressão, da mente ou do corpo, é constantemente seguida por uma ideia que a
ela se assemelha, e da qual difere apenas nos graus de força e vividez. A conjunção
constante de nossas percepções semelhantes é uma prova convincente de que umas
são as causas das outras; [...].
HUME, D. Tratado
da natureza humana. São Paulo: Editora da Unesp/Imprensa Oficial do
Estado, 2001. p. 29.
Assinale a alternativa que, de acordo com
Hume, indica corretamente o modo como a mente adquire as percepções denominadas
ideias.
a) Todas as nossas ideias são
formas a priori da mente e, mediante essas ideias, organizamos as
respectivas impressões na experiência.
b) Todas as nossas
ideias advêm das nossas experiências e são cópias das nossas impressões, as
quais sempre antecedem nossas ideias.
c) Todas as nossas ideias são
cópias de percepções inteligíveis, que adquirimos através de uma experiência
metafísica, que transcende toda a realidade empírica.
d) Todas as nossas ideias já
existem de forma inata, e são apenas preenchidas pelas impressões, no momento
em que temos algum contato com a experiência.
e) Todas
afirmativas são corretas.
13.
(Uem-pas 2012) Em Investigação acerca
do Entendimento Humano, o filósofo escocês David Hume (1711-1776) afirma
que nosso pensamento “está realmente confinado dentro de limites muito
reduzidos e que todo poder criador do espírito não ultrapassa a faculdade de
combinar, de transpor, aumentar ou de diminuir os materiais que nos foram
fornecidos pelos sentidos e pela experiência” (Hume. Coleção Os
Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2004, p. 36). Com a descrição
“materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência”, Hume
refere-se a nossas percepções. Estas são, para ele, de dois tipos: as impressões,
percepções primeiras, originadas por meio dos sentidos; e as ideias,
percepções derivadas, cópias das impressões. A respeito do pensamento de Hume,
assinale o que for correto.
01) Há, em nosso pensamento,
percepções cuja origem não remonta, em última instância, àquilo que é origem de
nossas impressões.
02) Hume defende que
as relações entre as ideias, como a relação de causalidade, não podem ser
observadas. Por isso, não há coisas externas ao pensamento que correspondam a
tais relações.
04) A capacidade
humana de imaginar, embora produza objetos que não existem no mundo, requer a
capacidade de ter percepções.
08) Segundo Hume, pensamentos
sobre seres fictícios, como sereias e mulas-sem-cabeça, são inatos.
16) O hábito, sendo para Hume
uma capacidade do espírito humano de associar ideias, é uma fonte de
percepções.
14.
(Unioeste 2012) “Em todos os juízos em que
for pensada a relação de um sujeito com o predicado (se considero apenas os
juízos afirmativos (…), essa relação é possível de dois modos. Ou o predicado B
pertence ao sujeito A como algo contido (ocultamente) nesse conceito A, ou B
jaz completamente fora do conceito A, embora esteja em conexão com o mesmo”. (Kant.).
Considerando o texto acima e a teoria do
conhecimento de Kant, é incorreto afirmar que
está escrito. Ele está escrito em língua
matemática, os caracteres são triângulos, circunferências e outras figuras
geométricas, sem cujos meios é impossível entender humanamente as palavras: sem
eles nós vagamos perdidos dentro de um obscuro labirinto”.
(GALILEI, Galileu. O ensaiador. São
Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 119 – Coleção Os pensadores).
Segundo esse fragmento, é correto afirmar:
01) Conhecer algo
natural implica poder traduzir as informações em conceitos matemáticos.
02) A matemática restringe-se
ao estudo do Universo.
04) A matemática é uma língua
não escrita.
08) A filosofia é o primeiro
momento da investigação, que precede a matemática.
16) O estudo da
filosofia identifica-se com o estudo da natureza.
11.
(Ufsj 2012) Para George Berkeley, a
expressão “ser é perceber e ser percebido” significava que
a) a realidade é uma relação
entre todo ser existente, medida e consentida.
b) a existência da matéria é e
não pode não-ser; ela não se vincula ao estatuto da mente.
c) a percepção que temos do
mundo não passa necessariamente pelo crivo da razão, mas, sim, pela
autenticação do real por si mesmo.
d) toda a realidade
depende da ideia que fazemos das coisas.
e)
todas afirmativas são corretas.
12.
(Ufu 2012) O texto abaixo comenta a
correlação entre ideias e impressões em David Hume.
Em contrapartida, vemos que qualquer
impressão, da mente ou do corpo, é constantemente seguida por uma ideia que a
ela se assemelha, e da qual difere apenas nos graus de força e vividez. A conjunção
constante de nossas percepções semelhantes é uma prova convincente de que umas
são as causas das outras; [...].
HUME, D. Tratado
da natureza humana. São Paulo: Editora da Unesp/Imprensa Oficial do
Estado, 2001. p. 29.
Assinale a alternativa que, de acordo com
Hume, indica corretamente o modo como a mente adquire as percepções denominadas
ideias.
a) Todas as nossas ideias são
formas a priori da mente e, mediante essas ideias, organizamos as
respectivas impressões na experiência.
b) Todas as nossas
ideias advêm das nossas experiências e são cópias das nossas impressões, as
quais sempre antecedem nossas ideias.
c) Todas as nossas ideias são
cópias de percepções inteligíveis, que adquirimos através de uma experiência
metafísica, que transcende toda a realidade empírica.
d) Todas as nossas ideias já
existem de forma inata, e são apenas preenchidas pelas impressões, no momento
em que temos algum contato com a experiência.
e) Todas
afirmativas são corretas.
13.
(Uem-pas 2012) Em Investigação acerca
do Entendimento Humano, o filósofo escocês David Hume (1711-1776) afirma
que nosso pensamento “está realmente confinado dentro de limites muito
reduzidos e que todo poder criador do espírito não ultrapassa a faculdade de
combinar, de transpor, aumentar ou de diminuir os materiais que nos foram
fornecidos pelos sentidos e pela experiência” (Hume. Coleção Os
Pensadores. São Paulo: Editora Nova Cultural, 2004, p. 36). Com a descrição
“materiais que nos foram fornecidos pelos sentidos e pela experiência”, Hume
refere-se a nossas percepções. Estas são, para ele, de dois tipos: as impressões,
percepções primeiras, originadas por meio dos sentidos; e as ideias,
percepções derivadas, cópias das impressões. A respeito do pensamento de Hume,
assinale o que for correto.
01) Há, em nosso pensamento,
percepções cuja origem não remonta, em última instância, àquilo que é origem de
nossas impressões.
02) Hume defende que
as relações entre as ideias, como a relação de causalidade, não podem ser
observadas. Por isso, não há coisas externas ao pensamento que correspondam a
tais relações.
04) A capacidade
humana de imaginar, embora produza objetos que não existem no mundo, requer a
capacidade de ter percepções.
08) Segundo Hume, pensamentos
sobre seres fictícios, como sereias e mulas-sem-cabeça, são inatos.
16) O hábito, sendo para Hume
uma capacidade do espírito humano de associar ideias, é uma fonte de
percepções.
14.
(Unioeste 2012) “Em todos os juízos em que
for pensada a relação de um sujeito com o predicado (se considero apenas os
juízos afirmativos (…), essa relação é possível de dois modos. Ou o predicado B
pertence ao sujeito A como algo contido (ocultamente) nesse conceito A, ou B
jaz completamente fora do conceito A, embora esteja em conexão com o mesmo”. (Kant.).
Considerando o texto acima e a teoria do
conhecimento de Kant, é incorreto afirmar que
a) os juízos
sintéticos a posteriori são os mais importantes para a teoria do
conhecimento de Kant, pois são contingentes e particulares, estando ligados a
casos empíricos singulares.
b) Kant denomina o primeiro
modo de relacionar sujeito e predicado de juízo analítico e o segundo, de juízo
sintético.
c) o problema do conhecimento
para Kant envolve responder “como são possíveis os juízos sintéticos a priori?”.
d) os juízos analíticos,
embora universais e necessários, não fazem progredir o conhecimento, pois são
tautológicos.
e) o juízo “Todos os corpos
são extensos” é analítico, pois não há como pensar o conceito de corpo sem o
conceito de extensão.
15.
(Ufu 2012) O botão desaparece no
desabrochar da flor, e poderia dizer-se que a flor o refuta; do mesmo modo que
o fruto faz a flor parecer um falso ser-aí da planta, pondo-se como sua verdade
em lugar da flor: essas formas não só se distinguem, mas também se repelem como
incompatíveis entre si [...].
HEGEL, G.W.F. Fenomenologia
do Espírito. Petrópolis: Vozes, 1988.
Com base em seus conhecimentos e na leitura
do texto acima, assinale a alternativa correta segundo a filosofia de Hegel.
a) A essência do real é a
contradição sem interrupção ou o choque permanente dos contrários.
b) As contradições
são momentos da unidade orgânica, na qual, longe de se contradizerem, todos são
igualmente necessários.
c) O universo social é o dos
conflitos e das guerras sem fim, não havendo, por isso, a possibilidade de uma
vida ética.
d) Hegel combateu a concepção
cristã da história ao destituí-la de qualquer finalidade benevolente.
16.
(Uem 2012) “A partir do século XVIII,
filósofos, como Kant, estabeleceram uma diferença essencial entre natureza e
ser humano: o reino da natureza é regido por leis necessárias de causa e
efeito, é determinado, ao passo que o reino humano, ou da cultura, é dotado de
liberdade e razão.”
(ARANHA, M. L.;
MARTINS, M. P. Temas de filosofia. 3.ª ed. rev. São Paulo: Moderna,
2005, p. 20).
Sobre as diferenças entre cultura e
natureza, assinale o que for correto.
01) A cultura, mesmo
quando apresenta a capacidade humana de proibir e repreender, não exime o homem
de modificar-se em direção ao que não é. Esse fenômeno é chamado de
transgressão.
02) Apesar de utilizar a
linguagem simbólica e o trabalho para criar uma “segunda natureza”, o homem
apenas se distingue dos animais a partir da racionalidade técnica, que
introduziu a internet e o computador.
04) O instinto é que
garante, ao reino animal, reações harmônicas com a natureza e com a própria
espécie. No homem essas reações podem ser desempenhadas sobretudo pela
inteligência.
08) A crença no destino, ou na
predestinação divina, tal como aparece na cultura grega, particularmente na
tragédia, constitui uma negação do exercício da liberdade.
16) Entre a multiplicidade de
conceitos que definem o que é o homem, apenas a definição de Aristóteles
sobrevive ao logo do tempo, ao definir o homem como “animal político”.
17.
(Uem 2012) Segundo a lógica clássica
ou aristotélica, temos uma teoria do raciocínio como inferência (do
latim inferre, “levar para”). “Inferir é obter uma proposição como
conclusão de uma outra ou de várias outras proposições que a antecedem e são
sua explicação ou sua causa. O raciocínio realiza inferências. [Ele] é uma
operação do pensamento realizada por meio de juízos e enunciada por meio de
proposições encadeadas, formando um silogismo. Raciocínio e silogismo
são operações mediatas de conhecimento, pois a inferência significa
que só conhecemos alguma coisa (a conclusão) por meio de outras coisas.”
(CHAUÍ, M. Convite
à filosofia. 14.ª ed. São Paulo: Ática, 2011, p. 141).
Segundo o fragmento transcrito, é correto afirmar que
01) todo pensamento humano é um
raciocínio.
02) o silogismo é
resultado de uma inferência sobre proposições.
04) o conhecimento
científico é mediado por raciocínios lógicos.
08) a conclusão é a explicação
das proposições das quais foi inferida.
16) o raciocínio é o resultado
de um silogismo.
18.
(Uem-pas 2012) Parte do prestígio de que
goza a ciência nos dias atuais explica-se pelo método de investigação do qual
ela lança mão. Explorando aspectos desse método, um filósofo da ciência
contemporânea afirma: “o preceito de que os dados devem ser reunidos sem a guia
de uma hipótese preliminar sobre as conexões entre os fatos em estudo é
autodestruidor e, certamente, não é seguido na investigação científica. Ao
contrário, é necessário tentar hipóteses que deem uma direção à investigação
científica. Essas hipóteses é que determinam, entre outras coisas, quais dados
devem ser coligidos a um certo momento da investigação” (HEMPEL, C. G. Filosofia
da Ciência Natural. 2ª. ed. Rio de Janeiro: Zahar Editores, 1974, p. 25).
Com base nas teses defendidas no texto acima e no método de investigação da
ciência, assinale o que for correto.
01) Um dado ou fato
pode ser considerado relevante para solucionar um problema sob a análise de certa
hipótese, mas irrelevante sob a análise de uma hipótese diferente.
02) O raciocínio indutivo, a
partir de dados e fatos, constitui um procedimento eficiente para a elaboração
de hipóteses e teorias científicas.
04) A ocorrência de
certos dados ou fatos é inferida a partir de uma hipótese ou teoria que é
proposta por meio do raciocínio dedutivo.
08) Embora exija do
cientista domínio e familiaridade com o problema investigado, a criação de uma
nova hipótese requer considerável grau de inventividade.
16) Uma hipótese que pode ser
testada por experimentos e experiências diversificados tem igual grau de
aceitabilidade de uma hipótese testada por experimentos e experiências mais
restritos.
19.
(Uem 2012) “Quando não há problemas,
não pensamos, só usufruímos. Lembra-se da afirmação de Fernando Pessoa? [Pensar
é estar doente dos olhos.] Se nossos olhos são bons, nem sequer nos lembramos
disso: gastamos nossas energias usufruindo o que vemos. Não nos lembramos de
sapatos confortáveis, mas eles se tornam o centro de nossa atenção quando
apertam um calo. Pensamos quando nossa ação foi interrompida. O
pensamento é, em seu momento inicial, uma tomada de consciência de que a ação
foi interrompida: este é o problema. Tudo o que se segue tem por objetivo a
resolução do problema, para que a ação continue como antes”
(ALVES, Rubens.
Filosofia da ciência. São Paulo:
Loyola, 2000, p.34).
Sobre essa reflexão, assinale o que for correto.
01) Segundo o texto, o
pensamento é uma prática intelectual que requer a saúde do corpo: não pensamos
quando estamos inquietos ou precisando de algo.
02) O movimento
esquemático proposto pelo texto é: a) repouso; b) problema; c) pensamento; d)
repouso.
04) A frase “pensamos quando
nossa ação foi interrompida”, no texto, significa que a ação de pensar está
proibida e distorcida por obstáculos e impedimentos à prática do pensamento.
08) Segundo o texto,
todo o pensamento visa a resolver um problema.
16) Segundo o texto, o
pensamento é uma reação espontânea contra a preguiça e o descompromisso diante
da vida.
20.
(Uncisal 2011) No período moderno, emergiu
uma escola filosófica que pôs em questão as concepções inatistas e metafísicas
de conhecimento. Para os filósofos partidários dessa escola, o conhecimento é sempre
decorrente da experiência, jamais podendo existir ideias inatas. O nome dessa
corrente filosófica, bem como o nome de um de seus filósofos representativos
são, respectivamente:
a) inatismo; Descartes.
b) idealismo; Kant.
c) escolástica; Santo
Agostinho.
d) empirismo; Locke.
e) metafísica; Platão.
cade o gabarito ??????
ResponderExcluircade o gabarito ?
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